14 de dezembro de 2018
                 
     
                         
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Chacras e Bija-Mantras (1)
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Eis aqui os principais chacras e seus respectivos bija-mantras de ativação.

É apenas um pequeno resumo, só para dar uma idéia básica: (2)

CORONÁRIO (do sânscrito: "Sahashara": "O lótus da mil pétalas"): (3)

Topo da cabeça; ligado à glândula pineal (epífise);
Bija-mantra: "Brahmarandra" (4) ou o "OM".


FRONTAL (do sânscrito: "Ajnã": "Centro de comando"):

Testa; ligado a glândula hipófise (pituitária);
Bija-mantra: "OM".


LARÍNGEO (do sânscrito: "Vishudda": "O purificador"):

Garganta; ligado à glândula tireóide (e paratireóides);
Bija-mantra: "HAM".


CARDÍACO (do sânscrito: "Anahata": "Invicto"; "Inviolado"):

Coração; ligado à glândula timo;
Bija-mantra: "YAM".


UMBILICAL (do sânscrito: "Manipura": "Cidade das jóias"):

Cerca de dois centímetros acima do umbigo (controla toda a região
do plexo solar); ligado `a glândula pâncreas;
Bija-mantra: "RAM". (5)


SACRO (do sânscrito: "Swadhistana": "Morada do Prazer"):

Região do baixo ventre (pela sua própria localização no corpo, esse chacra seria melhor denominado como "gênito-urinário"); ligado às gônadas (homem: testículos; mulher: ovários);
Bija-mantra: "VAM".


BÁSICO (do sânscrito: "Muladhara": "Base e fundamento"; "Suporte"):

Base da coluna; ligado às glândulas supra-renais;
Bija-mantra: "LAM".

* * *

Eis aqui algumas considerações sobre a confusão que as pessoas fazem em relação ao chacra esplênico (baço) e o chacra do baixo ventre:

O chacra gênito-urinário é conhecido por vários nomes, dependendo da doutrina ou movimento espiritualista que o mencione: Sânscrito: "Swadhistana" ("Morada do Prazer"); China (Taoísmo): "Tan Tien inferior" ("esfera do elixir interior"); Japão: "Hara" ("Parte inferior da barriga"); Ocidente: "Sacro" ou "Chacra do baixo ventre" ou "Chacra sexual".

Na verdade, a função desse chacra ultrapassa em muito a função genital. Ele também controla as vias urinárias e as gônadas (glândulas endócrinas: testículos no homem; ovários na mulher) e é responsável pela vitalização do feto em formação (função essa que divide com o chacra básico). Aliás, a ligação desse dois chacras é estreita demais. Isso se deve ao fato de que parte da energia kundalini (6) é veiculada do básico para dentro do chacra sacro. É por esse fator que alguns tibetanos consideram esses dois chacras como um único centro.

Devido à sua intensa atuação energética na área genital, o chacra sacro normalmente é suprimido por várias doutrinas espiritualistas ocidentais, muito presas à condicionamentos antigos sobre sexualidade. Muitas delas colocam o chacra esplênico em seu lugar. O motivo disso é simplesmente o tabu em relação à questão sexual. É um absurdo, mas alguns autores de livros chegam a trocar o nome dos dois chacras, chamando o esplênico de sacro ou o sacro de chacra do baço. Alguns chegam mesmo a tirar o bija-mantra do sacro e colocá-lo no baço, que nem mesmo tem bija-mantra em sânscrito.

Os orientais não sofreram a repressão sexual imposta aqui no Ocidente pelo Cristianismo. Daí, não hesitaram em classificar o chacra sexual como um dos principais centros de força do campo energético. Porém, consideraram o chacra do baço apenas como um centro de força secundário. É por isso que eles falam em sete chacras principais. Aqui no Ocidente, também fala-se de sete chacras principais, mas costumam exonerar o chacra sexual da classificação e colocar em seu lugar o chacra do baço.

O chacra do baço é importante na questão da absorção de vitalidade para o corpo, mas não é um dos centros principais. É apenas um repositor energético que ajuda o chacra cardíaco a distribuir a energia pela circulação do sangue. Por isso, ele nem mesmo é mencionado na tradição iogue como um centro importante.

No corpo físico o baço é uma víscera situada ao lado esquerdo do estômago, logo abaixo das costelas esquerdas. Retém células mortas da corrente sangüínea e as destrói. Também produz glóbulos vermelhos e brancos e transporta nutrientes para as células, via corrente sangüínea. Na medicina chinesa, ele é considerado junto com o estômago como um orgão só, associado ao elemento terra.

Aqui no Ocidente, quem divulgou mais a questão do chacra do baço foi Charles Webster Leadbeater, discípulo de Blavatsky, colega de Annie Wood Besant e seu colaborador direto na condução da Sociedade Teosófica nas primeiras três décadas desse nosso século. Ele era um clarividente respeitável e muito competente. Por conta do que via nos planos extrafísicos, escreveu dezenas de livros ("A Clarividência"; "O Que Há Além da Morte"; "O Lado Oculto das Coisas"; "Os Chacras"; etc). Mas, ele tinha vários problemas em relação à sexualidade, talvez pelo fato de ter sido reverendo. Por esse motivo, ele suprimiu o estudo em cima do chacra sexual (ele dizia que era um centro perigoso para o desenvolvimento espiritual da pessoa) e colocou em seu lugar o chacra esplênico. A partir dele, outros autores ocidentais tomaram a mesma postura, esquecendo-se de que o chacra do baixo ventre não é meramente um chacra de ativação da energia sexual, mas também um centro gerador e plasmador de vida, pois é por sua ação (conjugada como chacra básico) que o feto é energizado e desenvolve-se. E é o controlador das vias urinárias (não é a toa que na tradição iogue ele está relacionado ao elemento água).

Resumindo: O chacra sacro é no baixo ventre. O chacra esplênico (derivado do inglês: "spleen": "baço") é no baço. São chacras diferentes mesmo.

Há muito mais chacras do que os sete principais. Há chacras secundários nas palmas das mãos, plantas dos pés, pulmões, fígado, estômago, orelhas, mandíbulas, ombros, joelhos, entre as escápulas (omoplatas) e espalhados por todo corpo. E, em escala menor, pode-se dizer que para cada poro do corpo há um pequeno chacra em correlação direta no campo vibratório correspondente. Sugiro aos interessados no tema uma pequena bibliografia específica: (7)

"Os Chacras"; C. W. Leadbeater; Editora Pensamento.
"Teoria dos Chacras"; Hiroshi Motoyama; Editora Pensamento.
"Elucidações do Além"; Hercílio Maes/Ramatís; Editora do Conhecimento.
"Cura Espiritual e Imortalidade"; Patrick Drouot; Editora Record, Col. Nova Era.
"Mãos de Luz"; Bárbara Ann Breenan; Editora Pensamento.
"Luz Emergente"; Bárbara Ann Breenan; Editora Pensamento.
"A Antiga Ciência e Arte da Cura Prânica"; Choa Kok Sui; Editora Ground.
"Medicina Vibracional"; Richard Gerber; Editora Cultrix.
"Os Chacras"; Harish Johari; Editora Bertrand.
"O Duplo Etérico"; Major Arthur Powell; Editora Pensamento.
"Os Chacras e os Campos Energéticos Humanos"; Shafica Karagula e Dora Van Gelder Kunz; Editora Pensamento.
"Chacras - Mandalas de Vitalidade e Poder"; Shalila Sharamon; Editora Pensamento.
"O Livro Básico dos Chacras"; Naomi Ozaniec; Editora Pensamento.
"Chacras"; Klausbernd Vollmar; Editora Kuarup.
"O Fantástico Mundo dos Chacras"; Dominique Lecroc; Editora Pergaminho (Lisboa, Portugal).

A todos vocês, "Namastê!" (do sânscrito: "A divindade que mora em mim saúda a divindade que mora em vocês!").

Paz e luz!

- Wagner D. Borges -
(São Paulo, 05 de março de 1999 às 12:18 h)

(1) Bija-mantra (do sânscrito): "Núcleo vibratório de um mantra";
"Mantra-semente"; "Senha vibratória para evocação de uma
determinada freqüência espiritual".

(2) Isso é só uma síntese. Há muito mais a considerar, tanto na
parte teórica, como na parte prática de exercícios ativadores dos
chacras. As variações das cores dos chacras, o número de pétalas
(raios), suas funções vitais, os parachacras (chacras do corpo
espiritual), o ectoplasma, enfim, há muito a estudar nessa área...

(3) O chacra coronário tem 972 pétalas (raios), sendo 960 na parte
periférica e mais 12 raios em seu núcleo central (960 + 12 = 972).
Por motivos esotéricos, os iogues arredondaram logo para 1000
pétalas.

(4) Brahmarandra (do sânscrito): "Portão de Brahman"; "Portão de
Deus". É uma definição esotérica do orifício central (com suas 12
pétalas em estreita relação com o chacra cardíaco) do chacra
coronário. É por isso que vários iogues narram projeções de
consciência através do topo da cabeça. Eles fazem a kundalini
ascender pelo nádi sushumna (conduto sutil principal que sobe pelo
centro energético da coluna) e "esguichar" energeticamente pelo
alto da cabeça. É a saída consciente pelo Brahmarandra. Em alguns
casos, há também a ativação da glândula pineal no processo.

(5) RAM (do sânscrito: "Bija-mantra do chacra manipura"): Além de
ser o bija-mantra do chacra umbilical, RAM é a abreviatura do nome
do sétimo avatar de Vishnu: "Rama" (Ramachandra). É um mantra de
considerável poder. Também significa "Virtude".

(6) Kundalini (do sânscrito): "Enroscada"; "Fogo Serpentino";
"Shakti". É a energia que entra no campo energético por intermédio
do chacra básico. É também chamada genericamente aqui no Ocidente
de energia telúrica (energia da terra) ou geoenergia. Contudo,
essa definição ocidental é muito pobre. Os orientais, notadamente
os hindus, tibetanos e chineses antigos (taoístas), aprofundaram-
se bastante no estudo dessa energia. Há muito mistério em cima
desse tema, principalmente por parte de gnósticos e iogues. Há
também muita leviandade e ignorância das pessoas quando falam
nisso. Alguns acham que é só "acender um foguete no traseiro" e
decolar espiritualmente. Outros querem o despertar da kundalini
sem sequer conhecerem o mecanismo dos chacras e dos nádis. Mas, os
piores são aqueles que querem tratar disso sem nenhum amor ou
crescimento espiritual compatível com tal empreitada consciencial.
Aqui por e-mail fica difícil explicar um tema desse quilate, mas
oportunamente postarei alguma coisa a respeito.

(7) Muitos autores retrógrados costumam dizer que estudar e ativar
os chacras é perigoso (é a mesma história em relação à projeção).
Na verdade, perigoso é segurar informação e prendê-la dentro de um
grupo fechado, pois assim o resto da humanidade fica na
ignorância, o verdadeiro perigo disso tudo. O perigo é querer
envolver-se nesses assuntos de maneira egoísta ou leviana. Porém,
quem quer crescer e sente em seu íntimo o chamado da
espiritualidade em direção à maturidade consciencial, deve ir
fundo, sem temor ou repressão de doutrinas, pessoas, institutos ou
esquemas bolorentos de bloqueio de informação. O potencial está
dentro de nós mesmos, adormecido, esperando nossa resolução
consciencial. Chega de inércia! Isso é que é maya! (do sânscrito:
"ilusão"). Que as Potências Espirituais Superiores possam
inspirar-nos no despertar de nossa própria divindade!

Dúvidas ou Informações: info@ippb.org.br



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