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19 de maio de 2019, 09:54:37

Chacras e Bija-Mantras (1)

Eis aqui os principais chacras e seus respectivos bija-mantras de ativação. <br /> <br /> É apenas um pequeno resumo, só para dar uma idéia básica: (2) <br /> <br /> CORONÁRIO (do sânscrito: &quot;Sahashara&quot;: &quot;O lótus da mil pétalas&quot;): (3)<br /> <br /> Topo da cabeça; ligado à glândula pineal (epífise);<br /> Bija-mantra: &quot;Brahmarandra&quot; (4) ou o &quot;OM&quot;. <br /> <br /> <br /> FRONTAL (do sânscrito: &quot;Ajnã&quot;: &quot;Centro de comando&quot;):<br /> <br /> Testa; ligado a glândula hipófise (pituitária);<br /> Bija-mantra: &quot;OM&quot;. <br /> <br /> <br /> LARÍNGEO (do sânscrito: &quot;Vishudda&quot;: &quot;O purificador&quot;):<br /> <br /> Garganta; ligado à glândula tireóide (e paratireóides);<br /> Bija-mantra: &quot;HAM&quot;. <br /> <br /> <br /> CARDÍACO (do sânscrito: &quot;Anahata&quot;: &quot;Invicto&quot;; &quot;Inviolado&quot;):<br /> <br /> Coração; ligado à glândula timo;<br /> Bija-mantra: &quot;YAM&quot;. <br /> <br /> <br /> UMBILICAL (do sânscrito: &quot;Manipura&quot;: &quot;Cidade das jóias&quot;):<br /> <br /> Cerca de dois centímetros acima do umbigo (controla toda a região <br /> do plexo solar); ligado `a glândula pâncreas; <br /> Bija-mantra: &quot;RAM&quot;. (5) <br /> <br /> <br /> SACRO (do sânscrito: &quot;Swadhistana&quot;: &quot;Morada do Prazer&quot;):<br /> <br /> Região do baixo ventre (pela sua própria localização no corpo, esse chacra seria melhor denominado como &quot;gênito-urinário&quot;); ligado às gônadas (homem: testículos; mulher: ovários);<br /> Bija-mantra: &quot;VAM&quot;. <br /> <br /> <br /> BÁSICO (do sânscrito: &quot;Muladhara&quot;: &quot;Base e fundamento&quot;; &quot;Suporte&quot;):<br /> <br /> Base da coluna; ligado às glândulas supra-renais;<br /> Bija-mantra: &quot;LAM&quot;. <br /> <br /> * * *<br /> <br /> Eis aqui algumas considerações sobre a confusão que as pessoas fazem em relação ao chacra esplênico (baço) e o chacra do baixo ventre:<br /> <br /> O chacra gênito-urinário é conhecido por vários nomes, dependendo da doutrina ou movimento espiritualista que o mencione: Sânscrito: &quot;Swadhistana&quot; (&quot;Morada do Prazer&quot;); China (Taoísmo): &quot;Tan Tien inferior&quot; (&quot;esfera do elixir interior&quot;); Japão: &quot;Hara&quot; (&quot;Parte inferior da barriga&quot;); Ocidente: &quot;Sacro&quot; ou &quot;Chacra do baixo ventre&quot; ou &quot;Chacra sexual&quot;.<br /> <br /> Na verdade, a função desse chacra ultrapassa em muito a função genital. Ele também controla as vias urinárias e as gônadas (glândulas endócrinas: testículos no homem; ovários na mulher) e é responsável pela vitalização do feto em formação (função essa que divide com o chacra básico). Aliás, a ligação desse dois chacras é estreita demais. Isso se deve ao fato de que parte da energia kundalini (6) é veiculada do básico para dentro do chacra sacro. É por esse fator que alguns tibetanos consideram esses dois chacras como um único centro. <br /> <br /> Devido à sua intensa atuação energética na área genital, o chacra sacro normalmente é suprimido por várias doutrinas espiritualistas ocidentais, muito presas à condicionamentos antigos sobre sexualidade. Muitas delas colocam o chacra esplênico em seu lugar. O motivo disso é simplesmente o tabu em relação à questão sexual. É um absurdo, mas alguns autores de livros chegam a trocar o nome dos dois chacras, chamando o esplênico de sacro ou o sacro de chacra do baço. Alguns chegam mesmo a tirar o bija-mantra do sacro e colocá-lo no baço, que nem mesmo tem bija-mantra em sânscrito. <br /> <br /> Os orientais não sofreram a repressão sexual imposta aqui no Ocidente pelo Cristianismo. Daí, não hesitaram em classificar o chacra sexual como um dos principais centros de força do campo energético. Porém, consideraram o chacra do baço apenas como um centro de força secundário. É por isso que eles falam em sete chacras principais. Aqui no Ocidente, também fala-se de sete chacras principais, mas costumam exonerar o chacra sexual da classificação e colocar em seu lugar o chacra do baço. <br /> <br /> O chacra do baço é importante na questão da absorção de vitalidade para o corpo, mas não é um dos centros principais. É apenas um repositor energético que ajuda o chacra cardíaco a distribuir a energia pela circulação do sangue. Por isso, ele nem mesmo é mencionado na tradição iogue como um centro importante. <br /> <br /> No corpo físico o baço é uma víscera situada ao lado esquerdo do estômago, logo abaixo das costelas esquerdas. Retém células mortas da corrente sangüínea e as destrói. Também produz glóbulos vermelhos e brancos e transporta nutrientes para as células, via corrente sangüínea. Na medicina chinesa, ele é considerado junto com o estômago como um orgão só, associado ao elemento terra.<br /> <br /> Aqui no Ocidente, quem divulgou mais a questão do chacra do baço foi Charles Webster Leadbeater, discípulo de Blavatsky, colega de Annie Wood Besant e seu colaborador direto na condução da Sociedade Teosófica nas primeiras três décadas desse nosso século. Ele era um clarividente respeitável e muito competente. Por conta do que via nos planos extrafísicos, escreveu dezenas de livros (&quot;A Clarividência&quot;; &quot;O Que Há Além da Morte&quot;; &quot;O Lado Oculto das Coisas&quot;; &quot;Os Chacras&quot;; etc). Mas, ele tinha vários problemas em relação à sexualidade, talvez pelo fato de ter sido reverendo. Por esse motivo, ele suprimiu o estudo em cima do chacra sexual (ele dizia que era um centro perigoso para o desenvolvimento espiritual da pessoa) e colocou em seu lugar o chacra esplênico. A partir dele, outros autores ocidentais tomaram a mesma postura, esquecendo-se de que o chacra do baixo ventre não é meramente um chacra de ativação da energia sexual, mas também um centro gerador e plasmador de vida, pois é por sua ação (conjugada como chacra básico) que o feto é energizado e desenvolve-se. E é o controlador das vias urinárias (não é a toa que na tradição iogue ele está relacionado ao elemento água). <br /> <br /> Resumindo: O chacra sacro é no baixo ventre. O chacra esplênico (derivado do inglês: &quot;spleen&quot;: &quot;baço&quot;) é no baço. São chacras diferentes mesmo. <br /> <br /> Há muito mais chacras do que os sete principais. Há chacras secundários nas palmas das mãos, plantas dos pés, pulmões, fígado, estômago, orelhas, mandíbulas, ombros, joelhos, entre as escápulas (omoplatas) e espalhados por todo corpo. E, em escala menor, pode-se dizer que para cada poro do corpo há um pequeno chacra em correlação direta no campo vibratório correspondente. Sugiro aos interessados no tema uma pequena bibliografia específica: (7) <br /> <br /> &quot;Os Chacras&quot;; C. W. Leadbeater; Editora Pensamento. <br /> &quot;Teoria dos Chacras&quot;; Hiroshi Motoyama; Editora Pensamento. <br /> &quot;Elucidações do Além&quot;; Hercílio Maes/Ramatís; Editora do Conhecimento. <br /> &quot;Cura Espiritual e Imortalidade&quot;; Patrick Drouot; Editora Record, Col. Nova Era. <br /> &quot;Mãos de Luz&quot;; Bárbara Ann Breenan; Editora Pensamento. <br /> &quot;Luz Emergente&quot;; Bárbara Ann Breenan; Editora Pensamento. <br /> &quot;A Antiga Ciência e Arte da Cura Prânica&quot;; Choa Kok Sui; Editora Ground. <br /> &quot;Medicina Vibracional&quot;; Richard Gerber; Editora Cultrix. <br /> &quot;Os Chacras&quot;; Harish Johari; Editora Bertrand. <br /> &quot;O Duplo Etérico&quot;; Major Arthur Powell; Editora Pensamento. <br /> &quot;Os Chacras e os Campos Energéticos Humanos&quot;; Shafica Karagula e Dora Van Gelder Kunz; Editora Pensamento. <br /> &quot;Chacras - Mandalas de Vitalidade e Poder&quot;; Shalila Sharamon; Editora Pensamento. <br /> &quot;O Livro Básico dos Chacras&quot;; Naomi Ozaniec; Editora Pensamento. <br /> &quot;Chacras&quot;; Klausbernd Vollmar; Editora Kuarup. <br /> &quot;O Fantástico Mundo dos Chacras&quot;; Dominique Lecroc; Editora Pergaminho (Lisboa, Portugal). <br /> <br /> A todos vocês, &quot;Namastê!&quot; (do sânscrito: &quot;A divindade que mora em mim saúda a divindade que mora em vocês!&quot;).<br /> <br /> Paz e luz!<br /> <br /> - Wagner D. Borges -<br /> (São Paulo, 05 de março de 1999 às 12:18 h)<br /> <br /> (1) Bija-mantra (do sânscrito): &quot;Núcleo vibratório de um mantra&quot;; <br /> &quot;Mantra-semente&quot;; &quot;Senha vibratória para evocação de uma <br /> determinada freqüência espiritual&quot;.<br /> <br /> (2)<a name=\"\\&quot;(2)\\&quot;\" title=\"\\&quot;(2)\\&quot;\"></a> Isso é só uma síntese. Há muito mais a considerar, tanto na <br /> parte teórica, como na parte prática de exercícios ativadores dos <br /> chacras. As variações das cores dos chacras, o número de pétalas <br /> (raios), suas funções vitais, os parachacras (chacras do corpo <br /> espiritual), o ectoplasma, enfim, há muito a estudar nessa área...<br /> <br /> (3) O chacra coronário tem 972 pétalas (raios), sendo 960 na parte <br /> periférica e mais 12 raios em seu núcleo central (960 + 12 = 972). <br /> Por motivos esotéricos, os iogues arredondaram logo para 1000 <br /> pétalas. <br /> <br /> (4) Brahmarandra (do sânscrito): &quot;Portão de Brahman&quot;; &quot;Portão de <br /> Deus&quot;. É uma definição esotérica do orifício central (com suas 12 <br /> pétalas em estreita relação com o chacra cardíaco) do chacra <br /> coronário. É por isso que vários iogues narram projeções de <br /> consciência através do topo da cabeça. Eles fazem a kundalini <br /> ascender pelo nádi sushumna (conduto sutil principal que sobe pelo <br /> centro energético da coluna) e &quot;esguichar&quot; energeticamente pelo <br /> alto da cabeça. É a saída consciente pelo Brahmarandra. Em alguns <br /> casos, há também a ativação da glândula pineal no processo. <br /> <br /> (5) RAM (do sânscrito: &quot;Bija-mantra do chacra manipura&quot;): Além de <br /> ser o bija-mantra do chacra umbilical, RAM é a abreviatura do nome <br /> do sétimo avatar de Vishnu: &quot;Rama&quot; (Ramachandra). É um mantra de <br /> considerável poder. Também significa &quot;Virtude&quot;. <br /> <br /> (6) Kundalini (do sânscrito): &quot;Enroscada&quot;; &quot;Fogo Serpentino&quot;; <br /> &quot;Shakti&quot;. É a energia que entra no campo energético por intermédio <br /> do chacra básico. É também chamada genericamente aqui no Ocidente <br /> de energia telúrica (energia da terra) ou geoenergia. Contudo, <br /> essa definição ocidental é muito pobre. Os orientais, notadamente <br /> os hindus, tibetanos e chineses antigos (taoístas), aprofundaram-<br /> se bastante no estudo dessa energia. Há muito mistério em cima <br /> desse tema, principalmente por parte de gnósticos e iogues. Há <br /> também muita leviandade e ignorância das pessoas quando falam <br /> nisso. Alguns acham que é só &quot;acender um foguete no traseiro&quot; e <br /> decolar espiritualmente. Outros querem o despertar da kundalini <br /> sem sequer conhecerem o mecanismo dos chacras e dos nádis. Mas, os <br /> piores são aqueles que querem tratar disso sem nenhum amor ou <br /> crescimento espiritual compatível com tal empreitada consciencial. <br /> Aqui por e-mail fica difícil explicar um tema desse quilate, mas <br /> oportunamente postarei alguma coisa a respeito.<br /> <br /> (7) Muitos autores retrógrados costumam dizer que estudar e ativar <br /> os chacras é perigoso (é a mesma história em relação à projeção). <br /> Na verdade, perigoso é segurar informação e prendê-la dentro de um <br /> grupo fechado, pois assim o resto da humanidade fica na <br /> ignorância, o verdadeiro perigo disso tudo. O perigo é querer <br /> envolver-se nesses assuntos de maneira egoísta ou leviana. Porém, <br /> quem quer crescer e sente em seu íntimo o chamado da <br /> espiritualidade em direção à maturidade consciencial, deve ir <br /> fundo, sem temor ou repressão de doutrinas, pessoas, institutos ou <br /> esquemas bolorentos de bloqueio de informação. O potencial está <br /> dentro de nós mesmos, adormecido, esperando nossa resolução <br /> consciencial. Chega de inércia! Isso é que é maya! (do sânscrito: <br /> &quot;ilusão&quot;). Que as Potências Espirituais Superiores possam <br /> inspirar-nos no despertar de nossa própria divindade! <br /> <br /> Dúvidas ou Informações: info@ippb.org.br



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